PROVERBIOS BRASILEIROS
Água não tem cabelo, abelha preta é arapuá, e tempero de nego é manguá.
Amarra-se o burro à vontade do dono.
A limpeza, Deus amou.
Amigo que não serve e faca que não corta, que se perca, não importam.
Água e conselho só se dão a quem pede.
Amizade requentada, café remendado.
Não te fies no céu estrelado, e nem no amigo reconciliado.
De amigo reconciliado e de caldo requentado, nunca um bom bocado.
Amor novo trata-se a ovos batidos.
A quem Deus promete vintém (20 réis) não dá dez réis.
Deus não falta na sua graça.
Atrás do morro, têm morro.
Antes almoçar e jantar do que dormir sem cear.
Antes quero asno que me carregue, que cavalo que me derrube.
As paredes têm ouvido.
Montes vêem, paredes ouvem.
Banana de manhã é ouro; meio-dia é prata; de noite mata.
Uma azeitona é ouro, a segunda é prata, a terceira mata.
Banana madura não sustenta no cacho (filhos maiores)
Bicho que mete pra traz, põe o dono para frente.
Boca fala, boca paga.
Boi morto, vaca é.
Também o boi é vaca no açougue.
O boi sabe a cerca que pula.
Boi sonso, chifrada certa.
Brinquedo de homem, cheira a defunto.
Cada um enterra o pai como pode.
Cada um sabe aonde lhe aperta o calo.
Cada um sabe as linhas que coze.
Cada um sabe de si e Deus de todos.
Caixeiro burro, traz o dono num curro
Camboatá é que suja a água (peixe ordinário)
Cão de caça vem de raça.
Capenga não forma.
(Cavalo) castanho escuro pisa muito mole, ou muito duro.
Alazão tostado, antes morto do que cansado.
Cavalo alugado, não cansa!
Cavalo fouveiro, deixa o dono no terreiro.
Cavalo melado, mela o dono e o encerrado.
Cavalo peado, também come.
Cavalo pedrez, prá carga Deus te fez.
Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, tendo cipó e tempo.
Coitadinho do meu pé de feijão, tão pequeninho e já dando pendão.
Ainda tem cueiro e já quer as calças.
Comer a isca e cagar no anzol.
Conselho e torrada, só se dá a quem pede.
Dar dói e chorar faz pena.
De casa que têm defunto, não se põe tranca.
De graça, se dá Bom dia.
Deixa estar “seu” jacaré, que a lagoa vai secar.
Não há nada como um dia depois de outro.
De madrasta o nome basta (mães não se suprem)
Desgraça pouca é bobagem... é principio de vida... é tiquinho.
Deus é grande e o mato maior.
Deus escreve certo por linhas tortas.
Deus fez o dinheiro redondo, foi “pra” ele rodar.
Dinheiro e mulher mostrado, esta em vésperas de ser roubado.
Dois bicudos não se beijam.
Duro com duro, não faz um bom muro.
Dor de barriga, não dá uma vez só.
É com mel que se pega a abelha.
Carregado com açúcar, até um burro faz mel.
Em casa de enforcado, não se fala de corda.
Em festa de jacú, não entra nambu.
Não te metas na réstia, sem ser cebola.
Em pé de pobre, é que o sapato aperta.
Enquanto eu correr, meu pai tem filho.
Em tempo de figos, não há amigos.
Enquanto há figos, há amigos.
Em terra que não há onça, veado escaramuça.
Esta supondo que maracujá já é marmelo.
Fama sem proveito, dá dor no peito.
Feijão é que escora a casa.
Festa acabada, músicos a pé.
Formiga corta, longe de casa.
Formiga é bom “pra” vista.
Formiga sabe a folha que roi.
Gaiola bonita, não dá de comer ao canário.
Galinha ciscadeira, acha cobra.
Galinha e mulher, não se deixa passear. (a galinha o bicho come e a mulher d
falar)
A mulher e a galinha... com o Sol recolhidas.
Galinha e Peru, tudo é um.
Garapa dada, não é azeda.
A cavalo dado, não se olha os dentes.
O gato que mia, não caça.
Gato que nunca comeu azeite, quando come se lambuza.
Quem azeite mede, os dedos unta.
Há sempre um chinelo velho, para um pé cansado.
Nunca falta um paspalhão para uma paspalhoa.
Homem velho é cipó seco (quebradiço)
Largatixa, de tanto cumprimentar, perdeu a cabeça.
Quem muito se abaixa, mostra a bunda.
Lança fora o fubá, e poupa o farelo.
Laranja madura na beira da estrada, ou é podre ou tem marimbondo no pé.
Lenha verde, não se queima, nem acende.
Linga não têm osso.
Macaco não enjeita côco.
Macaco não olha para o rabo.
Cada macaco no seu galho.
Macaco que muito se mexe, quer chumbo.
O macaco que sobe muito alto, mostra o rabo.
Macaco velho, não mete a mão em cumbuca.
Macaco velho não trepa em galho seco.
Mais vale ser boi, que ferrão.
Mais vale Tico-tico no prato, que Jacú no mato.
Mais vale um solto apeado, do que um preso montado.
Do mau ninho, não cries passarinho.
De bom madeiro, boa acha.
Do bom vinho, o bom vinagre.
De mau covo, mau ovo.
De ruim pano, nunca bom saio.
Ainda que vistas mona de sêda, a mona se queda.
O filho do asno, um dia orneja.
De rabo de porco, nunca um bom virote (seta curta e empenada)
Quem abrolhos semeia, espinhos colhe.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Quando chupa, a abelha mel torna, enquanto a aranha, peçonha.
Filho de peixe sabe nadar.
Quando Deus quer, água fria é remédio.
Quando o mal é de morte, não precisa de doutor.
Os erros do medico, a terra os cobre.
Guarde-nos do físico experimentador, e do asno ornejador.
Quando os dois querem, e as mães consentem, se passa por baixo da porta e
sente.
Quando um não quer, dois não brigam.
Quem anda em terra alheia, pisa o chão devagar.
Quem atira com pólvora alheia, não torna chegada.
Quem come do pirão, leva do bordão.
Quem dá o pão, dá o castigo.
Quem é coxo, parte cedo.
Quem dá e torna a tomar, vira corcunda de frente para o mar. (só para fazer r
Quem de moço não morre, de velho não escapa.
Quem pariu Mateus, que o embale.
Quem gaba o buraco, é o Tatu.
Quem louva a noiva, é o noivo.
Quem gaba o toco, é a coruja.
Quem ganha deitado, é a mulher.
Quem levar o tiro, que conte os buracos.
Quem nasceu “prá” derréis (dez réis) não chega a vintém.
Quem nasceu “prá” cangalha, não dá “prá” sela.
Quem não arrisca, não petisca.
Quem não come da castanha, não percebe o Jacú.
Quem não come da galinha, bebe o caldo.
Quem não pode com mandinga, não carrega patuá.
Quem não tem cachorro, caça com gato.
Quem não sabe, é como quem não vê.
Quem o ouve, não o leva preso.
Quem procura pimenta, terá o que comer; quem procura limão, terá ou não.
Quem quer ser grande, nasce viçoso.
Quem se mata, morto fica. E quando não morre, entisica.
Quem te mandou, urubu pelado, meter-se no meio dos coroados.
Quem tem boca, não manda assoprar.
Quem tem cú, têm medo.
Quem tem horta, não compra couve.
Quem tem olho fundo, chora mais cedo.
Em terra de cego, quem têm um olho, é rei.
Quem tem pena de angu, não cria cachorro.
Quem tem um, não é mocho (carneiro ou boi com um chifre)
Quem tira retrato de graça, é o espelho.
Quem trabalha de graça, é o relógio.
Quem tudo quer saber, mexerico quer fazer.
Quem vai a casa de cachorro, dorme na cinza.
Quem vem atrás, é que fecha a porteira.
Questão de Jati, é pau não ser oco (abelha que faz a colméia no oco dos paus
São brancos, que se entendam.
Seguro morreu de velho, desconfiado ainda vive.
Se não fossem gostos, baeta velha amarela não se vendia.
Só quem não bebe é sino e ovo. Sino porque têm a boca para baixo, e o ovo
cheio.
Tão boa é a tampa, como o balaio (do mesmo cipó)
Tão bom é o ladrão como o consentidor.
Testamento de pobre se escreve numa unha, e ainda sobra papel.
Todo mundo come palha, a questão é saber dar.
Tudo o que cai no manzuá, é peixe (puçá)
Um corpo não padece duas penas.
Um gambá cheira o outro.
Urubu quando está infeliz, não há galho ou pau que o agüente.
Urubu quando está infeliz, até no lajedo atola.
Urubu quando esta infeliz, cai de costas e quebra o nariz.
Urubu quando está infeliz, o debaixo caga no de cima.
Virou o feitiço contra o feiticeiro.
Ver não tira pedaço.
De Castela nem bom vento, nem bom casamento ( espanhol, originado de
“D’Angleterre ne vient bom vent, ni bonne guerre” ,francês)
Duzentos galegos não fazem um homem, senão quando comem (também es
O brasileiro só fecha a porteira, depois que é roubado
No Ceará, só se conta desgraça, de arroba “prá” riba.
Em Pernambuco, quem não é Cavalcanti, é cavalgado.
Homem baiano, um por engano (Ruy Barbosa)
Baiano, o burro, nasceu morto.
Sergipano, nem a remo e nem a pano.
Mineiro, nem a vista e nem a dinheiro.
Gaúcho, só com a faca no bucho.
Capixaba começa, não acaba.
Não busques o figo na ameixeira.
Mamoneira não dá mamão, dá mamona. Só o Mamoeiro dá os doces mamõe
Marido e caju, o melhor tem pigarro.
Marido velho, mulher nova, filho na certa.
Marimbondo pequeno já mostra o ferrão.
Mata-se a cobra e mostra-se o pau.
Missa e maré, se espera ao pé.
Moça que assovia e galinha que canta, faca na garganta.
Moça que casa com bacharel, não tem quartel.
Moça e dinheiro, nem escondido está seguro.
Morre o cavalo, para o bem do urubu.
Mortalha não tem bolso.
Mudança só para o céu.
Mulato em burro, é lacaio.
Mulher e pau de porteira, se encontram em qualquer lugar.
Mulher não casa com carrapato, porque não sabe qual é o macho.
Muro que cria barriga, está para cair.
Não há carne sem osso, e nem farinha sem caroço.
Não se pergunta a macaco, se quer banana.
Negro que têm pinta, tem três vezes trinta (os negros custam a encanecer)
Nem boa nem má, como carne de pá.
Nem tudo que é mole, é mingau.
Nem tudo que reluz, é ouro.
No cruzado do sovina, o diabo tem pataca e meia.
Na arca do avarento, o diabo jaz dentro.
O avarento, por um real, perde cento.
No frigir dos ovos... é que se vê a manteiga chiar.
Nunca vi unheiro verde, em buraco de parede.
Nunca vi veado baleado, que não fosse gordo e grande.
O boi, em terra alheia, até as vacas dão nele.
O caranguejo, por ser muito cortês, perdeu o pescoço.
O espinho que há de ficar, de pequeno já traz a ponta.
O diabo tanto buliu no nariz da mãe, que o entortou.
O direito do anzol, é ser torto.
Olho viu, mas não buliu.
Pai fazendeiro, filho doutor, neto pescador.
Pai rico, filho cavaleiro, neto ferreiro.
Panela em que muito mexem, ou fica insossa ou salgada.
Papagaio como o milho, periquito leva a fama.
Papagaio velho, não aprende a falar.
Burro velho, não aprende línguas.
Para burro velho, capim novo.
A casa velha, portas novas
O boi velho, chacoalho novo.
Para não ser enforcado, o caranguejo não têm pescoço.
Pau que nasce torto, tarde ou nunca se indireita.
Pé de galinha não mata pinto.
O coice da égua não faz mal ao potro.
Pelos olhos, se conhece quem têm lombrigas.
Plantei mandioca e nasceu manivas, de ladrão de casa ninguém se livra.
Praga de urubu, não mata cavalo.
Peru calado ganha um cruzado; falando já sai apanhando.
Pinto pelado, urubu camarada (não têm boa saúde, o repasto não é bom)
Pobre só levanta a cabeça, quando quer comer pitomba.
Por morrer um caranguejo, não se cobre o mangue de luto.
Uma andorinha só, não faz verão.
Por uma nau ir ao fundo, as outras não deixarão de navegar.
Falta a sua...
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